Os desafios do mercado de saneamento no Brasil

27/09/2018

 

Água limpa e saneamento básico são mais que direitos, qualidade de vida e saúde para a população. Afinal, dentre todas as necessidades para a sobrevivência humana, o acesso a água tratada é a principal delas!

 

A sustentabilidade, além de eficaz para a vida e saúde de uma população, tornou-se uma vantagem competitiva de mercado, garantindo a redução de riscos operacionais e custos de financiamentos. Mas como está a situação do mercado de saneamento no Brasil?

 

 

Saneamento no Brasil

Nos últimos 20 anos a propagação dos serviços de saneamento no Brasil obteve grandes avanços. Porém, ainda existem muitos problemas a serem enfrentados, principalmente relacionados com as desigualdades regionais quanto à disponibilidade de infraestruturas, um reflexo do desenvolvimento desigual do território brasileiro.

Embora os Sistemas de Tratamento de Água e Esgoto venham encontrando formas de levar mais qualidade a população, o Brasil ainda está longe de garantir o direito do manejo sustentável de água e esgoto para todos.

 

 

Consequências da falta de saneamento no Brasil

A falta de saneamento no Brasil é causada, muitas vezes, pela falta de planejamento, investimento, infraestrutura atrasada, gestão e interesse político que expõem quase metade dos brasileiros a riscos de doenças e alta taxa de mortalidade infantil, o que acaba não permitindo o desenvolvimento da sustentabilidade no mercado de saneamento no Brasil.

Dentre essas doenças, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta a ocorrência de doenças como diarreia, hepatite e demais infecções intestinais com a falta de oferta de água e tratamento de esgoto corretos.

 

Cada R$1,00 investido em saneamento representa uma economia de R$4,00 em gastos com saúde!

 

 

Desafios do mercado de saneamento no Brasil

O maior desafio do mercado de saneamento no Brasil está em oferecer água tratada para toda a população e, para isso, o Plano de Saneamento Básico de 2013 calculou a necessidade de R$300 bilhões até 2033. Para isso, o país precisa ampliar em 62% os investimentos em redes de água e esgoto – situação esta que representa também uma grande oportunidade para a criação de milhões de empregos.

 

Segundo os resultados do Ranking do Saneamento 2018 realizado pelo Instituto Trata Brasil e a consultoria GO Associados, os dados relativos de todo o país em relação ao acesso a água, coleta de tratamento de esgoto, são:

 

- Abastecimento por água potável: Em 2016, 83,3% da população tinha abastecimento por água potável, ou seja, 16,7% não tinha acesso, o que representa 35 milhões de brasileiros sem o serviço. A evolução entre 2011 e 2016 foi de 0.9 ponto percentual. Nesse ritmo, chegar aos 16,7% que ainda não tem o serviço levaria 93 anos.

- Coleta de esgoto: Em 2016, 51,9% da população tinha acesso à coleta de esgoto, ou seja, 48.1% não tinha acesso, o que representa mais 100 milhões de brasileiros sem o serviço. A evolução entre 2011 e 2016 foi de 3,8 pontos percentuais. Nesse ritmo, chegar aos 48% que ainda não tem o serviço levaria 63 anos.

- Tratamento de esgoto: Em 2016, apenas 44,9% do esgoto do país era tratado, ou seja, 54,9% era lançado, sem tratamento, no meio ambiente. A evolução entre 2011 e 2016 foi de 7,4 pontos percentuais. Nesse ritmo, tratar os 54,9% do esgoto hoje não tratado levaria 37 anos.

 

Embora a situação esteja precária e o país patinando nas melhorias, existem casos de sucesso no próprio Brasil que podem mostrar que podemos sim superar os desafios do mercado de saneamento, com pequenas práticas de sistemas de automação para nos tornarmos um país melhor a cada novo ano.

Um grande exemplo disso é a potencialização da gestão e planejamento de processos do SAMAE de Jaraguá do Sul - SC, que apostou na aplicação do Sistema Supervisório desenvolvido pela equipe da SDS Automação e, ainda, fornecendo todos os painéis necessários para esta automação, contando hoje com mais praticidade e maior qualidade nos serviços de tratamento de água.

 

É fato que o Brasil ainda tem muitos desafios para cumprir e tornar o sistema de saneamento do país um serviço com mais qualidade para toda a população, mas através da implementação de processos de automatização é possível construir um sistema de tratamento mais humanizado e digno para a população.  E falando em automatização, os produtos WEG se destacam por sua eficiência e flexibilidade de seu projeto elétrico e mecânico, adaptando-se às mais rigorosas exigências dos clientes em diferentes aplicações, com uma gama completa de produtos para a Indústria de água, oferecendo resultados em ganho de qualidade, produtividade e conhecimento dos processos no setor.

 

“A água potável, o saneamento e a higiene em casa não devem ser um privilégio apenas daqueles que são ricos ou vivem em centros urbanos. Esses são alguns dos requisitos mais básicos para a saúde humana e todos os países têm a responsabilidade de garantir que todos possam acessá-los. ” - Tedros Adhanom Ghebreyesus – Diretor geral da OMS.

E você, o que tem a dizer sobre a situação e os desafios do mercado de saneamento no Brasil? Escreva para a gente, venha tomar um café e vamos conversar mais!

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